Atletas elegem Tite o melhor técnico do país e Leão o pior que já tiveram

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Pesquisa realizada pelo site globoesporte.globo.com traz uma interessante perspectiva sobre o perfil dos treinadores brasileiros ao revelar, na opinião dos atletas de futebol, quais os melhores e os piores técnicos em atividade.

http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2013/05/atletas-elegem-tite-o-melhor-tecnico-do-pais-e-leao-o-pior-que-ja-tiveram.html

Claro que ao se basear na opinião dos atletas, o resultado da pesquisa passa a ser “passional”, uma vez que esta reflete os humores e as simpatias de cada jogador por um determinado treinador. Por outro lado, o resultado também reflete a percepção dos atletas sobre os conteúdos e a capacidade destes treinadores, o que sem dúvida expõe ao público um quadro próximo a realidade.

Mas qual seriam os critérios para se avaliar um treinador de futebol? Quais ferramentas seriam usadas ao se fazer essa análise? E mais importante: quem estaria habilitado a proceder a essa avaliação?

Tenho refletido sobre esse tema ao longo dos últimos anos, procurando modelar o treinador que quero ser. E nessa busca constante concluo quer ser treinador está assentados em dois pilares essências, quase siameses e que não podem ser excludentes: vocação e formação.

Ser treinador é diferente de estar treinador. Muitos estão momentaneamente treinadores exatamente por não terem essa vocação. Não nasceram para tal. Podem até ter sido excepcionais atletas, jogadores de técnica rara e refinada, mas não tem na alma o carisma necessário à liderança e ao comando.

Por outro lado, e é o caso da maioria, falta formação. Não basta ter vocação, ter a índole se não existe preparação, suor, conhecimento e acima de tudo, disposição para se pagar o preço de se tornar treinador a cada dia. Muitos querem dormir jogadores acreditando que podem acordar treinadores. Não é tão simples assim.

Acredito na vocação moldada e sustentada pela formação. Vocação se tem ou não. Vem da alma. Formação se busca e se conquista a cada dia. Essa, poucos treinadores no Brasil tem disposição de conquistar. A pesquisa e os resultados estão ai.

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Após sucesso no Mineiro, Villa se prepara para Série D do Brasileirão

De olho na disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, o Villa Nova se reapresentou esta semana e começou a preparação para o compromisso de estreia. A partida inaugural na competição para o time de Alexandre Barroso será no dia 1º de junho, às 16h, diante do Nova Iguaçu(RJ).Villa Nova Campeão do Interior em 2013

Os jogos da Série D terão uma pausa durante a Copa das Confederações de 2013, que será realizada entre junho e julho, no Brasil. A competição terá duas rodadas disputadas antes da paralisação.

O torneio é disputado por quatro times, divididos em oito chaves com cinco equipes cada. Os dois melhores de cada grupo avançam à próxima fase, em cruzamento olímpico entre os pares mais próximos (A e B, C e D, etc.) Os quatro semifinalistas garantem vaga na Série C em 2014.

Confira abaixo os jogos do Leão no torneio.

1º/6 – SÁBADO – 16h

Villa Nova x Nova Iguaçu

9/6 – DOMINGO

Tupi x Villa Nova

6/7 – SÁBADO – 16h

Villa Nova x Aracruz

14/7 – DOMINGO

Resende x Villa Nova

27/7 – SÁBADO – 16h

Villa Nova x Resende

11/8 – DOMINGO

Aracruz x Villa Nova

17/8 – SÁBADO – 16h

Villa Nova x Tupi

25/8 – DOMINGO

Nova Iguaçu x Villa Nova

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Marcar ou jogar: eis a questão. Análise do jogo Atlético x Cruzeiro

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Marcar ou jogar: eis a questão.

Claro que a frase acima é uma alusão às divagações do príncipe Hamlet na famosa obra de Willian Shakespeare. Do original em inglês, “To be or not to be, that’s the question”, traduziu-se para o Português, “Ser ou não, eis a questão”.  Nessa obra prima da literatura, o personagem principal reflete sobre dramas e dilemas e faz considerações sobre o homem e a cultura diante de um mundo em transição. São reflexões sobre o imponderável.

Ser treinador de futebol é sofrer desse imponderável, das especulações do imprevisto. É estar a toda hora, em todo o jogo refletindo: como jogar? Como posicionar? Por onde atacar? Que setor defender? Nas muitas divagações dos treinadores, uma se impõem de forma mais incisiva: Marcar ou jogar: eis a questão.

Filosofia e literatura a parte, essa foi a tônica antes e durante o jogo e será durante a semana, já se pensado no jogo do próximo domingo. Isso porque, diante de tantos jogadores qualificados e de tantas opções e possibilidades táticas, os treinadores de Atlético e Cruzeiro ponderaram sobre qual a melhor, qual a mais ajustada opção tática para a partida. E tudo poderia ser sintetizado nesta dúvida: marcar ou jogar.

PROPOSTA TÁTICA DO CRUZEIRO

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PROPOSTA TÁTICA DO ATLÉTICO

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ENCAIXE DE MARCAÇÃO

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E por mais que ambas as equipes pretendessem jogar e marcar, desde a saída de bola, notadamente viu-se que o Atlético mais uma vez, jogou e não deixou jogar, até porque, ficou claro que as melhores, se não únicas opções do Cruzeiro eram os contra-ataques a partir dos espaços deixados na direita por Marcos Rocha e duas incursões pela esquerda, com Ceará e Diego Souza, quando não houve a devida marcação e cobertura de Richarlyson e Réver.

No mais, Leandro Guerreio até iniciou a partida realizado uma esperada marcação direta sobre Ronaldinho enquanto a linha de defesa do Cruzeiro (zagueiros e laterais) marcava acertadamente o ataque atleticano por zona. Nilton jogava sem uma definição clara de quem deveria marcar, salvo possíveis e ocasionais infiltrações de Leandro Donizete. No ataque do Cruzeiro, Borges bem marcado pela zaga atleticana, mas buscando inteligentemente jogar em cima de Gilberto Silva era a referencia de jogadas pelo meio, enquanto Dagoberto, como já era previsto, jogava pela esquerda, em cima de Marcos Rocha. Diego Souza, no inicio do jogo se posicionou mais pela meia-direita, constituindo-se em uma boa opção por aquele lado, aproveitando-se das subidas de Ceará.

E até pouco antes dos quinze minutos esse cenário não se alterou, quando magistralmente Ronaldo encontrou um espaço que só ele encontra para descobrir Jô em uma condição ótima de finalização, tudo a partir de uma saída equivocada de Everton pelo lado esquerdo.

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A partir de seu primeiro gol, o Atlético achou vários espaços para articular suas ações ofensivas, principalmente com Jô e Marcos Rocha, aproveitando espaços concedidos ora pelo meio da zaga cruzeirense, ora pelos lados. Além de tudo, as jogadas a partir das cobranças de escanteio se constituíram um grande problema para o sistema defensivo do Cruzeiro. Assim, o goleiro Vitor se tornou um mero espectador no primeiro tempo.

Já no segundo tempo, as entradas de Ricardo Goulart e Egídio (nos lugares de Everton Ribeiro e Everton respectivamente) foram tentativas, que se mostraram eficientes, de recompor o sistema defensivo, além de procurar uma maior presença ofensiva do Cruzeiro no campo de jogo.

A expulsão de Bruno Rodrigo obrigou o treinador cruzeirense a ter que refletir sobre o dilema de optar por uma substituição clássica (tirar um atacante para recompor a defesa com um zagueiro) ou uma mais ousada (recompor a defesa com um volante). Pensando já na partida do próximo domingo o Cruzeiro optou por uma mexida mais ortodoxa, retirando Dagoberto e refazendo o sistema defensivo com a entrada de Paulão, tendo que lançar mão para isso de uma distribuição no campo a partir do sistema 4-2-2-1, com Borges pelo meio e abrindo mão de uma maior marcação sobre as subidas de Marcos Rocha.

O Atlético que, sabendo que a vantagem numérica poderia abrir as portas para construir o placar que lhe daria uma enorme vantagem para o jogo final, reteve Richarlyson pela esquerda e liberou Marcos Rocha pela direita. Este, a partir desta situação encontrou um caminho livre para as subidas ao ataque, compondo com Diego Tardelli inúmeras situações de 2×1 contra Egidio. A cobertura de Nilton não foi suficiente para impedir as sucessivas incursões do Atlético por este setor. O segundo gol aconteceu a partir de um passe originado do lado direito do ataque atleticano e o terceiro viria a ser consignado pelo próprio Marcos Rocha, depois de um cruzamento de Diego Tardelli, mais uma vez do lado direito.

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Assim, como Hamlet na obra de Shakespeare, se antes do jogo estava clara as reflexões dos treinadores diante do dilema entre marcar ou jogar, ao final da partida ficou claro e inconteste a realidade de quem jogou e marcou e de quem tentou jogar e marcar.

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Alexandre Barroso ganha espaço especial em cobertura do clássico no Jornal O Tempo

O jornal “O Tempo” saiu com um belíssimo material sobre o clássico entre Cruzeiro e Atlético neste domingo e abordou detalhes táticos com o técnico Alexandre Barroso.

Vale a pena conferir este conteúdo, disponível também na Web. Todos os textos foram construídos pelo jornalista Felipe Ribeiro.

http://bit.ly/123ZRdZ

 

 

 

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Táticas para o superclássico – matéria no Jornal O Tempo de 12/05

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Poucos treinadores do futebol brasileiro conhecem tão bem os times comandados por Cuca e Marcelo Oliveira quanto Alexandre Barroso. O treinador do Villa Nova enfrentou os arquirrivais no Campeonato Mineiro e pode falar com propriedade sobre os finalistas do Estadual….

Veja o conteúdo integral da matéria em http://www.otempo.com.br/superfc/t%C3%A1ticas-para-o-supercl%C3%A1ssico-1.642893

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